segunda-feira, outubro 27, 2008

and the daffodils look lovely today...

segunda-feira, outubro 20, 2008

we live togheter in a photograph of time.




I was lying in my bed last night staring
At a ceiling full of stars
When it suddenly hit me
I just have to let you know how I feel:


We live together in a photograph of time

quinta-feira, outubro 16, 2008

Ela - Julga-se que se sabe. E, afinal, não se sabe nada. Nunca.

Marguerite Duras in Hiroshima meu amor

terça-feira, outubro 14, 2008

Aidez moi, j'ais tombeé amoureuse d'un mort.

quarta-feira, outubro 08, 2008

a extensão possível

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, foi então que percebi que era esta gente perdida que fazia mover os dias através de uma lente. Já não podia dizer-to mas tinha a certeza. Desconfiavas dos poemas como desconfiavas das pessoas na rua e que podia eu fazer? Agarravas-te a esta última convicção como uma miséria privada e colocáva-la em prática em cada corpo por amar. Se descias do terraço até à praia era por pura condescêndencia, uma espécie de altruísmo moderno ao qual escapa todo o romantismo. Afinal de contas, ao fim do dia, os românticos já não convencem ninguém e um copo de uísque bate mais rápido. Falar é-me dificil, como se tivesse a língua presa a uma cadeira de rodas. Não sei explicar mas é assim e só aquele meu amigo poeta me compreenderá sobre os terrores da habilidade linguística. A escrita é assim uma prótese, a extensão possível, um mal menor que não dói tanto. Há muito pouca beleza no que digo e foi assim que o meu coração se tornou autista.