quarta-feira, abril 30, 2008

º Como no cinema º

Escrevo como um exercício de ausência de esperança. Não me sinto amaldiçoada. Confusos somos todos e, sem querer, vivemos como no cinema.

terça-feira, abril 29, 2008

º for fucking god sake º

Há pessoas que não se mancam. A sério. Que pachorra.....

quinta-feira, abril 24, 2008

º eu vou, eu vou... º

.......para Madrid agora eu vou... tra la lala tra la lala...eu vou, eu vou... hasta luego Lisboa, hola Madrid!

terça-feira, abril 22, 2008

º Catárse V º


...once i wanted to be the greatest...

sábado, abril 19, 2008

º Paixão visceral º



Stan Getz, Autumn Leaves

segunda-feira, abril 14, 2008

º Catárse IV º

O passado agarra-se a nós. Descola-se lentamente à medida que a memória nos falha.
De repente, parece prometer deixar-nos. Mas não.
O passado, troça de nós. O passado é cheio de truques sujos de que nunca aprendemos a escapar.
O passado toma a forma de uma mulher, uma fotografia, uma música, um poema triste.
O passado tem o cabelo curto, tem o cabelo comprido e claro, tem caracóis. O passado fuma SG Ventil, fuma cigarrilhas Café Crême, o passado deixou de fumar. O passado escrevia poemas que alguém queimou, escrevia prosa, não sabia escrever. O passado viveu em Almada, em Lisboa, em Rio Maior, no Porto, nos Açores. O passado não gostava de mudar de casa constantemente, o passado mudou-se 5 vezes em dois anos. O passado amou uma mulher e uma apenas, o passado beijou a boca de muitas mulheres, o passado não se deitou com ninguém.
O passado não gostava de falar do passado, o passado amou o passado, o passado quer livrar-se das culpas do passado.
Catárse, catárse....

terça-feira, abril 08, 2008

º Catárse III º

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Sentava-me em frente à máquina de escrever e esperava. Passavam-se horas nisto. Esperava como se a poesia pudesse ficar exasperada e viesse bofetear-me para que começasse a escrever. Mas a bofetada nunca veio, apesar da minha paciência, e à máquina nunca ensinei a escrever outra coisa como substituto da poesia.
Em frente à máquina de escrever vi mil polaroids, dezenas de rostos que memorizei. Vi as minhas amantes, todas - as mais queridas e as mais tristes. Li todos os livros da estante, bebi em todos os bares, vi todos os filmes daquele realizador que amei. E no entanto, nada.
A poesia parecia ter-se esvaido dos objectos e das memórias - onde outrora houve tanto havia agora um enorme sem-poesia a troçar-me. Então, inspecionei minuciosamente a minha pele, as minhas mãos, a nuca, a palma dos pés, as costas. Inspecionei cada polegada do meu corpo à procura da ferida por onde a poesia pudesse ter escorrido para fora de mim. Mas não havia qualquer ferida, não tocava qualquer música, a máquina de escrever em silêncio. De nada valia a procura: a poesia é uma amante de viagem, cujos dedos não têm alianças.
Então sentei-me novamente em frente à máquina de escrever e pûs-me à espera.

segunda-feira, abril 07, 2008

º Catarse II º

Alcoól. Drogas. As noites no Bairro Alto. Um curso em Março. Uma manifestação em Abril. O Agito. As ruas do Princípe Real. O jardim. A Feira do Livro. Uma casa pequena que fabricava noites brancas. Um coração partido em dois. Uma viagem e uma promessa de regresso. E depois, nada.

quarta-feira, abril 02, 2008

º Catárse I º

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"Para que os ramos de uma árvore cheguem ao céu é necessário que as suas raízes cheguem ao inferno."