quarta-feira, dezembro 31, 2008

Welcome 2009!

terça-feira, dezembro 30, 2008

Back to black: definitivamente prefiro o preto.

Lido e recomendado.



Entre o romance e o policial, Duras explora o paradoxo do valor do discurso: a loucura ou a lucidez, a realidade ou a ilusão.

Post Script - Não sei já vos tinha impingido a Marguerite Duras, mas é uma das minhas autoras mais queridas. Moderato Cantabile, Textos Secretos e Hiroshima, Meu amor são os meus preferidos. Recomendo vivamente.

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Se o natal é tão penoso para vocês como para mim....




.... podem sempre animar-se a atirar com o cretino do Pai Natal para bem longe! Enjoy!!

sexta-feira, dezembro 19, 2008

ando a ler...

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"Quando era uma criança, e pensava como uma criança, e falava como uma criança, Jane Frost apaixonou-se pelo caçador do filme de Charles Laughton.(...)
Naquele entardecer, muito tempo depois,, sentada nos degraus do alpendre, os pés descalços muito frios, os braços enlaçando as pernas, começou a cantar baixinho leaning, leaning, esperando ainda ouvir o seu canto ao longe, porque tinha a certeza de que ele se escondera nos arredores, vigiando a casa, e que voltaria de um momento para o outro, talvez para matá-la, talvez para pegar-lhe ao colo e levá-la para a cama, e fazerem amor, e era isso o que mais desejava, mesmo que dias depois a encontrassem no fundo do rio, com o cabelo ruivo espalhado na água como ervas dos prados."

quarta-feira, novembro 19, 2008

"November spawned a monster"

hoje estou de rastos, apetece-me enrolar no sofá com um cobertor e só sair de lá no ano que vem.

segunda-feira, outubro 27, 2008

and the daffodils look lovely today...

segunda-feira, outubro 20, 2008

we live togheter in a photograph of time.




I was lying in my bed last night staring
At a ceiling full of stars
When it suddenly hit me
I just have to let you know how I feel:


We live together in a photograph of time

quinta-feira, outubro 16, 2008

Ela - Julga-se que se sabe. E, afinal, não se sabe nada. Nunca.

Marguerite Duras in Hiroshima meu amor

terça-feira, outubro 14, 2008

Aidez moi, j'ais tombeé amoureuse d'un mort.

quarta-feira, outubro 08, 2008

a extensão possível

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, foi então que percebi que era esta gente perdida que fazia mover os dias através de uma lente. Já não podia dizer-to mas tinha a certeza. Desconfiavas dos poemas como desconfiavas das pessoas na rua e que podia eu fazer? Agarravas-te a esta última convicção como uma miséria privada e colocáva-la em prática em cada corpo por amar. Se descias do terraço até à praia era por pura condescêndencia, uma espécie de altruísmo moderno ao qual escapa todo o romantismo. Afinal de contas, ao fim do dia, os românticos já não convencem ninguém e um copo de uísque bate mais rápido. Falar é-me dificil, como se tivesse a língua presa a uma cadeira de rodas. Não sei explicar mas é assim e só aquele meu amigo poeta me compreenderá sobre os terrores da habilidade linguística. A escrita é assim uma prótese, a extensão possível, um mal menor que não dói tanto. Há muito pouca beleza no que digo e foi assim que o meu coração se tornou autista.

segunda-feira, setembro 22, 2008

episódio 0.1: If the moment ever comes

domingo, setembro 21, 2008

episódio 0.1: a very violent flame

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be true
because (lies) they'll lock you in a sad sad zoo
oh hidy hidy, hiding what you're trying to prove?
oh hidy hidy, hiding you're not worth a thing
...
i once was lost, but now i'm found
i was blind but now i see
how selfish of you to belive in all the meaning of all that bad dreaming

metal heart you're not worth a thing
metal heart you're not hiding...

sexta-feira, setembro 19, 2008

How selfish of you to believe in the meaning of all the bad dreaming

sexta-feira, setembro 05, 2008

Sábado, 6 Setembro é dia de 80's no Bar Agito!

Pois é, mantêm-se a tradição mensal. Amanhã a partir das 22h lá estarei com a minha babe a pôr música. Toca a aparecer :)

segunda-feira, setembro 01, 2008

"I was trying to save my life but it didn't work."

terça-feira, agosto 26, 2008

Catárse (outra vez)

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Altiva. Amarga. Dura. Fria. Egoísta. Instável. Orgulhosa.
Todas essas palavras de quem, na verdade, nunca me conheceu.
Prefiro lidar contigo com ironia e, de facto, és mais bonita ao longe.
E és tão vaidosa que aposto que vais achar que este post é para ti.

quarta-feira, agosto 20, 2008

Anäis Nin pela manhã.

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"
Pára de tremer, de te agitar, de sufocar, de amaldiçoar, e reencontra o teu fundo que sou eu. Descansa das complicações, destorces e deformações. Por uma hora serás eu; ou antes, a outra metade de ti própria. Aquela parte de ti que tu perdeste. O que queimaste, partiste, estragaste encontra-se entre as minhas mãos. Eu sou guarda de coisas frágeis e preservei de ti o que há de indissolúvel."

sábado, agosto 16, 2008

não morro da doença, morro da cura.

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Estou a deixar de fumar. Decidi substituir um vício por outro. Como tantos doces por dia que por este andar entrarei brevemente em coma diabético. Muito melhor, não?

quarta-feira, agosto 13, 2008

Diário de férias: parte IV

Só faço anos em Novembro mas gosto muito de receber presentes. Não que esteja a fazer algum tipo de sugestão, não...

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Diário de férias: parte III

Um presente auditivo para os habitués do cigarettes&vinyl. Enjoy.



sábado, agosto 09, 2008

diário de férias: Parte II

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"
Se é verdade que Deus existe, espero que tenha uma boa desculpa." - Woody Allen

quarta-feira, agosto 06, 2008

diário de férias, parte I

Querido diário:

... hoje estive na 5th avenue. Fica ali numa pequena vila piscatória da Trafaria chamada Cova do Vapor onde caí por engano à procura da praia de São João da Caparica. Qual New York qual quê, portugalito profundo é que é!


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segunda-feira, agosto 04, 2008

silly season: o que tenho no meu leitor de mp3 para ouvir na praia

sexta-feira, agosto 01, 2008

Eu não sou snob seu filisteu!

Esta saiu-me e já é a minha piada nova preferida. Agradecimentos ao rapaz desconhecido que me fritou a cabeça por estar a ler Boris Vian numa esplanada.

quinta-feira, julho 31, 2008

museus de arte, cultura e poder.... Projecto apresentado!

Estou de férias! Yupi!

terça-feira, julho 29, 2008

As pessoas com graves distúrbios da função de socialização não deviam ser obrigadas a apresentar projectos.

...visto que isso implica ter muitos pares de olhos a fixar-me pelo menos durante 30 minutos e ter de falar com pessoas que não quero. Tenho dito.

segunda-feira, julho 28, 2008

socorro tenho um projecto para entregar na 4ª ...

Agradece-se solidariedade com o meu desespero. Obrigada.

sábado, julho 26, 2008

A minha boca não se fecha.

Encontrei isto num site de estudos de mercado e não quis acreditar. A opção para pessoas cuja profissão é ser "rainha do lar" aparece nos dois géneros. É a primeira vez que faço um inquérito que não é alarvemente sexista.

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Me, You and Everyone We Know (Filme para rever nas férias e virtualmente em qualquer altura)



- "If you really love me then lets make a vow. Repeat after me: I'm gonna be free."
- "I'm gonna be free".
- "Now lets kiss to make it real, ok?"
- "Ok."

sexta-feira, julho 25, 2008

Muda-se a roupa, o blog é o mesmo

Agora que perdi quase 20 minutos a mudar o aspecto do blog tenho a sensação de que não ficou melhor.
Podem votar ali ao lado -------------------------------------->

quinta-feira, julho 24, 2008




So much hate for the ones we love?
Tell me, we both matter, don't we?

quarta-feira, julho 23, 2008

apesar de

"... uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, eseararei quanto tempo for preciso."

Clarice Lispector

terça-feira, julho 22, 2008

Pois, tou numa de saudosismo

sexta-feira, julho 18, 2008

You are free, so please, please be it...



We all do what we can
So we can do just one more thing
We can all be free
Maybe not in words
Maybe not with a look
But with your mind

quinta-feira, julho 17, 2008

tenho 3 projectos para entregar até dia 30 e não há maneira de me conseguir concentrar....

quarta-feira, julho 16, 2008

last night opened my eyes / and i will never sleep again

The Smiths

terça-feira, julho 15, 2008

º Há coisas fantásticas, não há? º

Já me tinha constado que o serviço da TvCabo, que recentemente mudou de nome para ZON multimédia era mau. Mas não há nada como experimentar e tirar as nossas próprias ilações.
No sábado passado liguei para o Apoio a Cliente para pedir informações sobre o serviço ZON (TV de alta definição com possibilidade de gravação e controlo de emissão tipo stop, play, pause, replay...), aquele que anda aí espalhado pelos mupis da cidade. Atendeu-me uma senhora muito simpática que me disse que podia aderir a um pack promocional oferecendo 90 canais de TV (o que para mim é inútil porque mal vejo televisão) + internet 8 Mb com tráfego ilimitado + telefone sem assinatura com chamadas grátis para redes fixas nacionais por apenas 50.13 Euros. Como já tinha consultado as condições de outros operadores como o MEO, a CLIX, a ARTEL e o SAPO cheguei à conclusão que esta era a oferta mais em conta atendendo à relação qualidade preço.
Como sou desconfiada no que toca a estes serviços perguntei se a instalação, os equipamentos e a activação eram pagos. A resposta foi "não, a ZON oferece a instalação e todos os equipamentos, não tem qualquer custo". Sendo assim a instalação ficou marcada para hoje de manhã.
Ora, hoje de manhã, quase uma hora depois do marcado lá aparece o técnico, muito simpático, que começa a montar as coisas. Qual não é o meu espanto quando não vejo nada parecido com um telefone. Perguntei ao técnico se não se estaria a esquecer do equipamento, o qual me respondeu que a ZON oferece o telefone por cabo e não o equipamento de telefone... ou seja, quando a simpática operadora me disse que ofereciam o telefone estava a referir-se à linha e não ao telefone em si.... É claro que me senti ligeiramente estúpida e enganada e por isso recusei-me a adquirir o deles por 39.90 Euros, até porque um telefone custa desde 15 euros no Media Markt. Como sou gentil e diplomática por natureza resolvi assumir que foi um mal entendido, se bem que provocado pelo marketing pouco transparente do serviço comercial da ZON.
Enquanto eu pensava com os meus botões sobre isto o técnico terminou de montar as coisas, testou os serviços e foi embora. Então eu ligo a televisão, pego no comando e começo a achar que nem este, nem a box que me instalaram se parece com aquilo que pedi, mas como sou uma espécie de analfabeta nestes assuntos técnicos liguei para o Apoio a Clientes para esclarecer as minhas dúvidas...
Há uma lei de Murphy que diz que se achas que algo pode correr mal é possível que corra muito pior e foi o que aconteceu. Fiquei a saber que tinham acabado de me instalar o serviço errado: uma powerbox (serviço normal) e não uma Zonbox (serviço multimédia em alta definição). Entretanto perguntei-lhes porque raio tinham instalado um serviço que não pedi em vez daquele que explicitamente pedi quando liguei para a linha comercial deles. Como é óbvio não faziam a mínima ideia e passaram-me de linha em linha (6 linhas diferentes ao todo) até que alguém finalmente me explicou que isso se devia a um erro por parte da operadora que registou o pedido. Entretanto, muito simpáticos registaram a minha reclamação e ofereceram-se para agendar de imediato outra deslocação do técnico para reparar o erro, mas que em vez dos 50.13 Euros iria pagar 53 Euros "porque o aluguer da Zonbox é mais caro".
Portanto, tudo o que podia ter corrido mal aconteceu: deram-me informação errada, registaram mal o pedido e instalaram o serviço errado. Sou cliente há 2 horas e já estou pelos cabelos. Realmente há coisas fantásticas....

segunda-feira, julho 14, 2008

i pictured a rainbow you held in your hands



With a torch in your pocket
And the wind at your heels
You climbed on the ladder
And you know how it feels
To reach too high
Too far
Too soon
You saw the whole of the moon!

º O poeta º

O poeta não é um poeta e o poeta matou o poeta para depois morrer de amores. O poeta é incompreensível, é careta e angustiado. Chega sempre antes, muito antes, espera longas horas, cansa-se mas não vai embora. O poeta é altruísta por natureza e egoísta por convicção.Céus! Como o poeta é inconveniente, obtuso e aguçado. Dá-nos uma bofetada, dá-nos um beijo, não nos dá nada. O poeta saí à rua passeado à trela pelo poema e agradece. Pede mais.O poeta gosta de banhos de mar, mas na verdade prefere escrevê-los. O poeta mente com todos os dentes que tem e no fim... ainda pede emprestado.

sábado, julho 12, 2008

º Fuck off is not the only thing you have to show º

sexta-feira, julho 11, 2008

... eu sei que devia estar a estudar, mas sinto-me tão a borrifar para o que pensa o Jean Clair ou o Brown Goode....

º Não dá º

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Utilizar o boião de maionese de forma moderada e saudável. Não dá. Acabo sempre a entupir-me disto e a ficar, depois, muito mal disposta.

quinta-feira, julho 10, 2008

º Ismail Gulgee º

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Ismail Gulgee (1926-2007) foi um dos grandes marcos da arte contemporânea no Paquistão. Descobri-o por acaso à conversa com um visitante na galeria onde trabalho. Uma daquelas pessoas que te deixam fascinada quando falam. Discutimos arte e política. Deixou-me o seu contacto e acabei por descobrir que é um importante diplomata, filósofo e humanista muçulmano. Num dos seus ensaios fala-nos sobre o conflito de culturas e religião e da possibilidade de acabar com os conflitos pelo diálogo, pelo respeito e pela arte.
E de repente sentimos que o dia já valeu a pena.

quarta-feira, julho 09, 2008

º Dia 12, é noite de Indie rock e 80's º

Toca a aparecer no Bar Agito, no Bairro Alto no sábado a partir das 22h. Tou lá mais a minha babes a pôr música.
Apareçam-me... (e tragam amig@s)

segunda-feira, julho 07, 2008

º Tão belo que faz doer º




Chopin Nocturne Op.9 No.2

Sim, gosto de Chopin e depois?

sábado, julho 05, 2008

º sem comentários (mesmo) º

Pois é, as estatísticas dizem que o cigarettes & vinyl recebe diariamente uma média de 10 a 15 visitantes.... O que é uma loucura para mim que pensava que escrevia num blog que ninguém lia.
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Mas porque é que ninguém deixa comentários? Parece um blog fantasma.....

sexta-feira, julho 04, 2008

Acordei coroada de flores brancas....



Orsten - Fleur blanche

segunda-feira, junho 30, 2008

Eu fui! Marcha do Orgulho Lisboa 2008!

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sexta-feira, junho 27, 2008

... e cada vez que nos apaixonamos é que é para a vida toda....

acordei de manhã a pensar que os sonhos também têm um "best before...". Com a diferença que isso não vem impresso na embalagem.

terça-feira, junho 17, 2008

...well...isto para dizer que durante umas boas 3 semanas vou estar em actividade reduzida... see you in 3 weeks...

Estou a afogar-me lentamente em trabalhos do mestrado....

quinta-feira, junho 12, 2008

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Pessoa Ligeiramente Idiota: "...mas como sabes que és lésbica se ainda não experimentaste com um gajo?"
Eu: "Bom, como é que sabes que és hetero se nunca estiveste com um gajo?"
Pessoa Ligeiramente Idiota: "... [silêncio embaraçoso]..."

segunda-feira, junho 09, 2008

º Super Power America! I love it!





... Inacreditável, não é? Já agora alguêm devia fazer as mesmas perguntas a portugueses. Seria, talvez, não tão bom mas quase.

sábado, junho 07, 2008

º Ahhh como adoro estes nonsence quiz º

Which type of Lesbian are you?

The Undefinable

You just like ladies, and that does nothing to affect your lifestyle or appearance. You are you, and you are unique! In fact, you're probably bi. You should check that out.

Click Here to Take This Quiz
Brought to you by YouThink.com quizzes and personality tests.



Pois é minha gente, este foi o resultado! Nada como perder tempo com coisas destas quando o trabalho está às moscas.....

sexta-feira, junho 06, 2008

º Vem aí o verão (finalmente)

As praias do Meco, as caipirinhas do Bar do Peixe, os chinelos e os óculos escuros, a pele a cheirar a sal, as queimaduras do sol, os bikinis ou a sua ausência, as noites quentes na esplanada, o asfalto quente, Lisboa a derreter, os turistas-camarão, o bronzeador, os bolsos dos calções cheios de areia, o mar imenso, delicioso, os bonés, as t-shirts, os refrescos, os polaroids aquáticos, vem aí o verão! YUPI!

quinta-feira, junho 05, 2008

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quarta-feira, junho 04, 2008

º Le vent nous portera º

Je n'ai pas peur de la route
Faudrait voir, faut qu'on y goûte
Des méandres au creux des reins
Et tout ira bien là
Le vent nous portera
Ton message à la Grande Ourse
Et la trajectoire de la course
Un instantané de velours
Même s'il ne sert à rien va
Le vent l'emportera
Tout disparaîtra mais
Le vent nous portera
La caresse et la mitraille
Et cette plaie qui nous tiraille
Le palais des autres jours
D'hier et demain
Le vent les portera
Génetique en bandouillère
Des chromosomes dans l'atmosphère
Des taxis pour les galaxies
Et mon tapis volant dis ?
Le vent l'emportera
Tout disparaîtra mais
Le vent nous portera
Ce parfum de nos années mortes
Ce qui peut frapper à ta porte
Infinité de destins
On en pose un et qu'est-ce qu'on en retient?
Le vent l'emportera
Pendant que la marée monte
Et que chacun refait ses comptes
J'emmène au creux de mon ombre
Des poussières de toi
Le vent les portera
Tout disparaîtra mais
Le vent nous portera

segunda-feira, junho 02, 2008

º I'm off the hook º




People talk but i can't hear, I'm off the hook...

quinta-feira, maio 29, 2008

º Notre Musique. Mahmoud Darwish e Judith Lerner º



Para mim, uma das cenas mais belas de sempre do cinema de Godart. Ainda choro ao revê-la.
Decidi partilhar.

º Asas eléctricas º

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Acordas de um sono submerso durante a noite. Para espanto de uma cidade inteira segues roendo as arestas dos dias. Esperas por uma noite sem balas em que pousas a tua poesia na mesa como quem pousa o pão. Perguntas-te onde foi que ficou o teu coração de combate, aquele que nos trouxe mil paixões aos pés. Lembras-te? eu navegando de pulsos à proa, a cabeça a rodar e a rodar em espiral, as minhas mãos muito fortes mas sem amor? Os anos e os punhais a passar por nós, e nada disso interessava. Como tudo era simples então, como odiávamos a nostalgia e a derrota. O nosso corpo tinha todos os males do mundo, um drama, a teoria e o sangue e só assim nos entendíamos. Foi tudo tão rápido e durou demasiado tempo. Entretanto, esquecemo-nos dos lírios e das tardes de chá e do chão de madeira e perguntamo-nos onde ficaram afinal as nossas asas eléctricas?

segunda-feira, maio 26, 2008

º Para ver º

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quinta-feira, maio 22, 2008

º como num poema º

Sinto a morte como num poema de Garcia Llorca, bebo como nas músicas dos Doors, estou Love will Tear Us Apart nas noites pardas, já não quero saber de nada como naquele filme do Wong Kar Wai em que a poesia dói tanto como um retrato de Arbüs.

sábado, maio 17, 2008

º We just keep on dreaming! :) º

sábado, maio 10, 2008

º 26 de Outubro de 2001 º

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terça-feira, maio 06, 2008

º Um farmacêutico com sentido prático º

[Numa farmácia ao pé da minha casa]
Eu: "Boa tarde, têm tampões para os ouvidos?"
Farmacêutico: "Temos sim, para a água ou ruído?"
Eu: "Para o ruído por favor."
[O farmacêutico desaparece durante um minuto e volta ao balcão com 4 pacotes diferentes de tampões]
Farmacêutico: "Temos vários, para que tipo de ruído procura?"
Eu: "Bom, imagine que tem vizinhos barulhentos que não o deixam dormir, de tal maneira que já tem ganas de os matar. O que é que usava?"
[Breve silêncio]
Farmacêutico: "Uma pistola."
Não há nada como um farmacêutico com sentido prático.

quarta-feira, abril 30, 2008

º Como no cinema º

Escrevo como um exercício de ausência de esperança. Não me sinto amaldiçoada. Confusos somos todos e, sem querer, vivemos como no cinema.

terça-feira, abril 29, 2008

º for fucking god sake º

Há pessoas que não se mancam. A sério. Que pachorra.....

quinta-feira, abril 24, 2008

º eu vou, eu vou... º

.......para Madrid agora eu vou... tra la lala tra la lala...eu vou, eu vou... hasta luego Lisboa, hola Madrid!

terça-feira, abril 22, 2008

º Catárse V º


...once i wanted to be the greatest...

sábado, abril 19, 2008

º Paixão visceral º



Stan Getz, Autumn Leaves

segunda-feira, abril 14, 2008

º Catárse IV º

O passado agarra-se a nós. Descola-se lentamente à medida que a memória nos falha.
De repente, parece prometer deixar-nos. Mas não.
O passado, troça de nós. O passado é cheio de truques sujos de que nunca aprendemos a escapar.
O passado toma a forma de uma mulher, uma fotografia, uma música, um poema triste.
O passado tem o cabelo curto, tem o cabelo comprido e claro, tem caracóis. O passado fuma SG Ventil, fuma cigarrilhas Café Crême, o passado deixou de fumar. O passado escrevia poemas que alguém queimou, escrevia prosa, não sabia escrever. O passado viveu em Almada, em Lisboa, em Rio Maior, no Porto, nos Açores. O passado não gostava de mudar de casa constantemente, o passado mudou-se 5 vezes em dois anos. O passado amou uma mulher e uma apenas, o passado beijou a boca de muitas mulheres, o passado não se deitou com ninguém.
O passado não gostava de falar do passado, o passado amou o passado, o passado quer livrar-se das culpas do passado.
Catárse, catárse....

terça-feira, abril 08, 2008

º Catárse III º

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Sentava-me em frente à máquina de escrever e esperava. Passavam-se horas nisto. Esperava como se a poesia pudesse ficar exasperada e viesse bofetear-me para que começasse a escrever. Mas a bofetada nunca veio, apesar da minha paciência, e à máquina nunca ensinei a escrever outra coisa como substituto da poesia.
Em frente à máquina de escrever vi mil polaroids, dezenas de rostos que memorizei. Vi as minhas amantes, todas - as mais queridas e as mais tristes. Li todos os livros da estante, bebi em todos os bares, vi todos os filmes daquele realizador que amei. E no entanto, nada.
A poesia parecia ter-se esvaido dos objectos e das memórias - onde outrora houve tanto havia agora um enorme sem-poesia a troçar-me. Então, inspecionei minuciosamente a minha pele, as minhas mãos, a nuca, a palma dos pés, as costas. Inspecionei cada polegada do meu corpo à procura da ferida por onde a poesia pudesse ter escorrido para fora de mim. Mas não havia qualquer ferida, não tocava qualquer música, a máquina de escrever em silêncio. De nada valia a procura: a poesia é uma amante de viagem, cujos dedos não têm alianças.
Então sentei-me novamente em frente à máquina de escrever e pûs-me à espera.

segunda-feira, abril 07, 2008

º Catarse II º

Alcoól. Drogas. As noites no Bairro Alto. Um curso em Março. Uma manifestação em Abril. O Agito. As ruas do Princípe Real. O jardim. A Feira do Livro. Uma casa pequena que fabricava noites brancas. Um coração partido em dois. Uma viagem e uma promessa de regresso. E depois, nada.

quarta-feira, abril 02, 2008

º Catárse I º

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"Para que os ramos de uma árvore cheguem ao céu é necessário que as suas raízes cheguem ao inferno."

sexta-feira, março 28, 2008

º Video do dia: Cross Bones Style º

Hoje estou numa de Cat Power...

º Vem aí o Indie Lisboa (Yupiii) º

O INDIELISBOA é um local privilegiado para a descoberta de novos autores e tendências do cinema mundial e integra uma competição de longas e curtas metragens de novos realizadores.Mantendo o seu foco na criatividade e independência dos autores, em apenas quatro anos, o INDIELISBOA é já reconhecido como um dos mais importantes festivais de cinema em Portugal.
Podem consultar a informação aqui.
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terça-feira, março 25, 2008

º Excertos º

"Feliz aquele que administra sabiamente
a tristeza e aprende a reparti-la pelos dias
Podem passar os meses e os anos nunca lhe faltará (...)"

Ruy Belo in Orla marítima e outros poemas

sábado, março 22, 2008

º Últimas aquisições º

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quarta-feira, março 19, 2008

º Debaixo de chuva º

Descemos a rua a procurar um poema, um que alguém nos leu numa cidade estrangeira. Compramos os mesmos cigarros, o mesmo jornal e o lojista já nos trata por tu. Habituamo-nos a trajectos como nos habituamos ao nosso nome próprio. Encontramos o poema, fala de pessoas, de posições estratégicas. Estamos debaixo de chuva e não sabemos nada.
Quero levantar o auscultador de uma antiga cabine de rua, procurar aquele meu amigo poeta que sofre na mesma estação de megahertz que eu. Porque encontramos o poema e não nos serve de nada. Quero procurar este meu amigo poeta e dizer-lhe que o poema não nos servirá de nada, finalmente.
Estamos debaixo de chuva, meu querido amigo, e não sabemos nada.

segunda-feira, março 17, 2008

º Outro º

"Queria acordar e falar outra língua, estar noutro país."
Óscar

sábado, março 15, 2008

º Absolutamente ridículo º

http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=281753&idselect=90&idCanal=90&p=200

Primeiro pensei que era uma piada. Mas não é. Se isto for aprovado passarei a ser uma fora da lei. Uhh, que medo.
Que tristeza. Só neste país...

terça-feira, março 11, 2008

º Diários do meu novo emprego º

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Eu e uma obra de instalação em aluminio e silicone.

terça-feira, março 04, 2008

º Escolha do dia º

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"Cidade" - M. Cargaleiro
Serigrafia sobre papel «» 70 x 50 cm

sábado, março 01, 2008

º Mudei de emprego º

Pois é, depois de quase 3 anos a ficar estúpida de trabalhar na TMN, e 8 meses depois de ter terminado a licenciatura em História de Arte lá consegui arranjar um emprego (minimamente) na minha àrea. A partir de hoje estou na galeria ArtInvest/Cnap - Rua Rodrigo da Fonseca 107 B, Lisboa. Confesso que isto está uma desgraça, mas com tempo espero pôr isto a mexer. Apareçam-me.
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terça-feira, fevereiro 26, 2008

º A solução para os seus problemas! º

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quinta-feira, fevereiro 21, 2008

º Contra o despejo do Grémio Lisbonense º

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"O Grémio é nosso!"

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

º O Bar de perdição º

O meu preferido. O eleito. O bar onde melhor se respira nos dias de solidão.



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segunda-feira, fevereiro 11, 2008

º O meu lado lunar: Joy Division º

Descobri os Joy Division por acaso, com 13 anos, numa pequena loja de discos em 2ª mão. No fim dos anos 90, a televisão e a rádio vendiam uma triste geração de fenómenos musicais como os Backstreet Boys ou as Spice Girls. Como alternativa enchia as cassetes do meu velhinho walkman com músicas dos Everything But The Girl, dos The Cure, dos Skunk Anansie, dos Cranberries. Os Nirvana aproximavam-se ao meu lado lunar. A minha irmã referia-se à minha música como "depressiva e incompreensível".
Assim, ao ouvir pela primeira vez "Transmission" não é de estranhar que a voz do Ian Curtis me tenha soado divina. Os Joy Division anestesiavam como morfina e foram assim responsáveis por uma verdadeira crise de fé.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

º Hoje estou pelos cabelos º

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segunda-feira, janeiro 21, 2008

Textos do baú II º

Não existe nenhum espaço comum onde todos possamos ficar. Há poucas coisas tão egoístas como viver. Por isso a experiência de todos é de certa forma, inevitavelmente, resultado de anos e anos de egoísmos sucessivos. Caminhamos com fomes, com dores, com saudade, com desejos e perdas nas mãos, nas costas, nos pés. E com punhais e pedras e palavras eficazes e subtis como veneno. Caminhamos com atropelos e resgates, com presenças e ausências decoradas com requintes de maldade. E orgulhamo-nos disso. Não porque tenhamos consciência do facto. Orgulhamo-nos porque nos orgulhamos e pouco mais. A liberdade é um fardo que passa de terceiro em terceiro num jogo entrinçado, multiplicado ao expoente do desejo. Não tenho dúvidas, há poucas coisas tão egoístas como viver. Viver ou morrer, partir ou ficar, vegetar ou reagir, a partir da altura em que se começa a existir já se furtou tudo o que se agarrou. Daí para a frente é tudo uma dança perniciosa que se tacteia com fervor, daquele tipo de fervor que ninguém sabe explicar. Guarda-se como uma arma que se soma às que já se possui, com a mais rude e fria das cobiças. Evocamos argumentos e factos, mentiras e blasfémias, gastamo-nos com justificações e outras tantas. Perdemos tempo com as coisas mais cruéis, exasperamo-nos pelo prazer de o puder fazer. Abandonamos e amamos, esquecemos e recordamos da forma mais puramente aleatória que podemos. Aspiramos ao estádio de maior hedonismo possível. Somos mais humanos que humanos, super-humanos, super-cretinos sempre em ascensão. Repare-se: nunca ascendemos o necessário, há sempre mais alguma coisa a liquidar. E que espanto este de corroer sempre mais alguma coisa. Que prazer este de dilacerar bocadinhos ao mundo. Somos egoístas de mais até para viver sós ou deixar viver. Somos super-cretinos de bolsos cheios de doces corrosivos que se distribuem como prémio de consolação para uma espécie de amor em part-time.

º Novas aquisições º

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Joy Division - Still (1985)


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Michael Cashmore - The Snow Abides (2006)

quinta-feira, janeiro 10, 2008

º Textos do fundo do baú º

Ela era muito bonita. E sabia-o. E sabia ondular em compasso, um assim de mais ninguém. Ondulava no meu cérebro, à minha frente, na cama, no chão. Ela era muito bonita. E saiba-o. Gostava de passear-se devagar no corredor, com o pretexto de não saber que fazer, dançando à minha frente. O corpo girava, os olhos fundos sempre a fitar-me com um sorriso enigmático, ora de provocação ora de desdém. Depois iniciava o ritual de sempre, que desempenhava meticulosamente, gesto a gesto. E aquele riso nos lábios, tão retorcido. Sentava-se e ficava em silêncio. E aquele sorriso nos lábios, tão turvo. Inclinava a nuca para trás e para o lado, como em câmara lenta, como se não existisse mais nada ou ninguém naquela sala. E aquele sorriso nos lábios, tão maldoso. Ela era muito bonita e cruel. E sabia-o. Hoje sei que sentia prazer na sua maldade, aquela feita da mais perfeita sensualidade. Sim, ela era sensual. Agarrava uma taça de vinho, a música, essa, só ela a ouvia dentro da sua cabeça. A música era só dela, só dela. Ela era egoísta. Tinha muitos segredos, falava pouco. Havia muito silêncio, poucas palavras. Um dia disse-me que as palavras a gastavam. Então eu calava-me também e observava-a.