terça-feira, outubro 16, 2007

º Diane Arbus: uma bofetada no gosto do público? º

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Figura eminente no campo da fotografia contemporânea, Diane Arbus produziu trabalho substancial antes da sua morte por suícidio, em 1971.
Os seus retratos apresentam-nos pessoas e vidas à margem da aceitação social, descrições de pessoas comuns que apresentam e agudizam a fragilidade das suas máscaras sociais, dos valores do público, das normas. Por essa razão foram tremendamente fracturantes e controversas à época..
Arbus nasceu em Nova Iorque no seio de uma familia abastada de origem judia e estudou na Ethical Culture School, instituição de ensino progressista. Com 18 anos casa com o fotógrafo Allan Arbus com o qual trabalha em moda e publicidade, começando nesta altura a desenvolver um interesse particular por fotografia.
Entre 1955 e 1957 estuda fotografia com Lisette Model que a enconraja a concentrar-se no retrato e no trabalho intimista e anti-ortodoxo, desenvolvento um olhar documentarista sobre os seus modelos. Arbus empenhava horas a fio a observar, acompanhar e dialogar com os seus sujeitos de fotografia. As imagens de Arbus são quase invariavelmente objectos de confronto: - entre o modelo e a objectiva desenha-se um recontro cortante no qual o primeiro parece expôr-se directa e voluntariamente, ao mesmo tempo que procura por trás da objectiva uma espécie de compreensão mais profunda.
Sobre as suas fotografias, Arbus, dizia: "What I'm trying to describe is that it's impossible to get out of your skin into somebody else's.... That somebody else's tragedy is not the same as your own." Sobre os seus modelos disse: "Most people go through life dreading they'll have a traumatic experience. [These people] were born with their trauma. They've already passed their test in life. They're aristocrats."
O trabalho de Arbus captou rapidamente o interesse da comunidade artística, recebendo prémios do Guggenheim em 1963 e 1966. Em 1967 o seu trabalho foi exposto em "New Documents" no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MOMA), lado a lado com o trabalho dos fotógrafos Gary Winogrand and Lee Friedlander.
Em 1970 Diane Arbus tem estabelecida a sua reputação internacional enquanto fotógrafa pioneira de uma nova visualidade documentarista.
Em junho de 1971 Arbus suicida-se em Greewich Village, Nova Iorque. Não obstante, o interesse pela sua obra transforma-se num fenómeno crescente: em 1972 torna-se a primeira artista americana representada na bienal de veneza. A retrospectiva do seu trabalho no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque viaja pelos estados Unidos e Canadá, sendo visto por mais de 7.5 milhões de pessoas e a monografia do seu trabalho, já vendeu mais de 100.000 cópias.

4 comentários:

Pessimista disse...

Porque axas que ela quis dormir?

Lunática disse...

Provavelmente estava farta da vida. É legítmo.

hellena corvo disse...

E a multidão correu para ouvir aquela que dizia: "liberta-te da multidão"

mfranco disse...

Vi a pouco o filme sobre ela, muito bom mesmo, nao conhecia o trabalho e e de ficar maravilhado com a simplicidade do metodo e a capacidade de transmissao de cada imagem de cada retrato!

fantastico