domingo, maio 20, 2007

º A história dela º

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Recordo os meus pés sempre descalços no chão dela. O teu. E o mar. Contigo, o mar ao largo, imenso. Choro sempre sozinha porque esta é a história dela. E eu de pés descalços no chão.
Perdoa – não posso calçar sapatos apertados. Não uso palavras polidas. Não quero muito. Não tenho nada.
Esta é a história dela, e eu olho o mar ao largo e prefiro os meus pés descalços no chão, palavras simples – perdoa.
Já estás demasiado esquecida. Os anos pesam em cada osso teu. Agarro com força os teus ombros, estendo-te os braços e as palmas das mãos. Sigo a linha da tua espinha devagar como se estas tuas asas que eu imagino se pudessem rachar ou quebrar, gastas pelo tempo abrasivo. São como folhas secas de Outono as tuas asas – belas, mas mortas.
O mar nos meus pés descalços sobre as tuas asas mortas, numa noite qualquer. Perdoa – esta é a história dela.

1 comentário:

hellena corvo disse...

sente-se tanto. as tuas palavras cantam e sim, pés descalços no chão.