sexta-feira, fevereiro 16, 2007

º O amor à chuva º

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Trago o coração nas algibeiras. Quando te foste embora apressei-me a colocá-lo lá. Esvaziei as cómodas, tirei a roupa da cama, varri as folhas do terraço. Aqui já nada resta de ti. Apressei-me a levar-te embora. O silêncio dura agora horas a fio. Esvaziei as cómodas,tirei a roupa da cama. Arranquei os livros das estantes, parti as nossas coisas pelo chão. Cada segundo a arrastar-se. Desde que te foste embora trago o coração nas algibeiras. Virei o teu quarto vazio do avesso. Tudo é inútil e os anos passam por nós como uma faca. Desde que te foste embora os dias são como uma droga dura. Trago o coração nas algibeiras porque ainda me fazes chorar. Penso em ti, e o amor é imediatamente um Outro. O amor... o amor à chuva.

4 comentários:

Inquetação disse...

hoje chove, e certamente se sente bastante ou amor ou a sua ausência... ler este post fez-me sentir algo dentro de mim, que também foi sentido por quem o escreveu, e sente-se tudo tão forte,não é? Gostei do blog, do nome e do post, voltarei mais vezes certamente

Oscar disse...

Pois, o coração parece sempre estar em qualquer lugar, menos no nosso peito. Esse deslocar-se constante... O meu, minha querida, padece. às vezes queria não me apaixonar... Um beijo grande!

Cigarettes & Vinyl disse...

Mas o que era de nós sem as paixões?
Um abraço

Oscar disse...

Não não somos nada sem elas, é verdade!