terça-feira, outubro 10, 2006

º Á tona deste manto º

O tempo passa sem parar para perguntar porquê. Deixa-nos à nossa sorte. Assim, vai-nos engolindo. Primeiro as mãos, os pés, os cabelos, os olhos e os lábios, os ombros, a barriga, até finalmente fazer submergir um corpo inteiro. Um imenso manto que nos submerge os corpos e os pensamentos para que nada, absolutamente nada, possa voltar atrás. Só a memória resta à tona deste manto, eternamente ameaçada de afundar no seu barco sobre o mar.

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