domingo, setembro 24, 2006

º Tristeza incondicional I º

Aperto poemas que li junto ao coração. Aperto-os com força, como quem mata a fome de uma droga.
Hoje vou desfazer-me, desmanchar-me, manchar o chão de sangue.
Aperto poemas que li. A outra mão agarrando com firmeza o nó do cordão invisível que suspende o coração.

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