terça-feira, setembro 26, 2006

º Ensaio sobre a ruptura II º

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De repente o tempo pára em nós. Gela-se o coração. Não se entende a subtil ferida de um desfecho, a língua emitindo punhais brancos que deixam na pele cortes breves, mas fundos. A dor alastra para qualquer coisa entre a alma e o coração. Então, a noite torna-se madrasta da mais clara das insónias: a do amor em decadência.

segunda-feira, setembro 25, 2006

º Ensaio sobre a ruptura I º

Já não sei escrever. Vou rasgar os meus poemas. Deitá-los ao fogo. Desprezá-los.
Não me peças para te ler em voz alta o teu autor preferido. Fere-me a sua métrica. E as imagens do mar.
Não me toques, senão desmancho-me... desmancho-me.

º Tristeza incondicional II º

Morrer devagar dói mais por isso.

domingo, setembro 24, 2006

º Tristeza incondicional I º

Aperto poemas que li junto ao coração. Aperto-os com força, como quem mata a fome de uma droga.
Hoje vou desfazer-me, desmanchar-me, manchar o chão de sangue.
Aperto poemas que li. A outra mão agarrando com firmeza o nó do cordão invisível que suspende o coração.

terça-feira, setembro 19, 2006

ºA ver: Exposição de Gonçalo Sena - Técnica de gravura º

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Esta exposição apresenta um conjunto de trabalhos que resultam do processo de criação de si mesmos através de técnicas de gravura utilizadas individual ou simultaneamente em cada trabalho.Estes objectos surgem como resultados hipotéticos de uma pesquisa não terminada, na qual, as capacidades físicas de técnicas como a xilogravura, a litografia e a serigrafia, são uma forma de atingir o fim pretendido.A reprodutibilidade é ainda um ponto em foco nesta prática, que neste caso, é utilizada inversamente, isto é, tirando partido da impossibilidade física de se reproduzir algo verdadeiramente fiel ao original. Neste caso, não existe O original, existem objectos.Estes têm um formato definido, e apresentam uma relação entre o resultado prevísivel e a aleatoriedade inerentes ao seu processo de realização.
9 de Setembro a 14 de Outubro na Trem Azul Jazz Store (Rua Do Alecrim 21 A 1200-014 Lisboa)

º 2 fragmentos para o fim da estação º

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Falas dos pássaros
Mas não sabes
Do longo retorno que nos toma
A travessia da outra margem
Em voo picado ou planando
Não sabes
Quando falas dos pássaros
Que é de ninguém este chão
E que é luminiscente esta boca
Em que morrem
Os secretos vícios dos amantes
*****
Na cama a pérola apagada
Extinta
Dos pássaros ocasionais de Inverno
Na mão uma amêndoa e um ramo
Frescos
A euforia asfixiada entre nós
E a rendição
Da mais querida mentira de todas
O amor reinventado.

segunda-feira, setembro 04, 2006

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"I needed to put down my telescope, so i walked down to the sea. My boots were full of fog. Lying on a rock i stuck my head in the cold water. From under the waves that kissed my shoulders, i could hear it's faint bells drifting closer. But would the summer make good for all of our sins?"

Múm

º ... º

Dá-me um sinal.

º da poesia e do colapso º

Da poesia e do colapso, em partes fragmentadas.
Nada mais sei de cor.
Um verso embrulhado num papel de parede, a beleza morta de uma casa que cede à ruína.
O beijo vertido de um copo sujo para a palma da minha mão.
Minha mão. Da poesia e do colapso, em partes fragmentadas.
Nada mais sei de cor, nada mais.

º música de ouvir à noite deitada no chão da sala I º

O penúltimo albúm dos islandeses Múm, o precioso summer make good
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Os sons africanos com um dedo de Frederic Galliano e Llorca, o envolvente Frikyiwa - collection 2.
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... e os meus eternos Cocteau Twins na edição de colecção Lullabies to Violaine , um dos mais belos projectos de música para os meus ouvidos...
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