sexta-feira, maio 12, 2006

º Vou queimar os teus poemas º

Vou rasgar os teus poemas.
Vou perder-me acompanhada, mas sozinha num bar qualquer. Beber mais um copo de vinho, vermelho, rubro como o sangue, o sangue.
Vou queimar os teus poemas, todos, aqueles que me deste, num festival de línguas de fogo e papel queimado e cinzas. Vou queimar os teus poemas sem arrependimento algum, nunca fui boa a guardar palavras mortas comigo.

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