quarta-feira, maio 31, 2006

º Não sei quem és º

Não sei quem és mas sei que sabes da minha solidão. Sabes das noites longas em que a memória trespaça o coração, aquelas em que não se suporta mais uma noite a cair, imensa, terrível, e por isso se mergulha naquele silêncio. Não é estar calado, é gritar a plenos pulmões, e eu não sei quem és mas sei que sabes. Reconheço pelo olhar a subtil arte do abandono, o voraz, irredutível, incontornável. E eu não sei quem és mas sei que sabes desta solidão.

2 comentários:

Oscar disse...

E como sei (sei mesmo?)o quanto são largas as horas vazias, e como à noite, quando ninguém mais é capaz de ouvir o nosso lamento, os móveis do quarto começam a crescer, voluntários, a nos expulsar da casa, de nós mesmos (será que sei?)nos lançando à solidão mais aterradora, àquela que nos separa de nós próprios: sozinho de mim, sozinho do mundo (será que sei?). O que nos resta, minha Amiga depois disso tudo? Um beijo daqui. E com algum atraso o agradecimento e o voto de felicidades por um ano redondo de escritura! Talvez o que nos reste é isso: escrever, Love, Oscar

Cigarettes & Vinyl disse...

Sim, resta escrever. Escrever.
Beijo