quinta-feira, abril 27, 2006

º Sinais de permanência II º

O meu amor imenso, imerso nos nós dos dedos das tuas mãos.

ª Sinais de permânência I º

vou prometer-te o que os amantes se prometem, um beijo, um abraço, a permanência, a paixão, o amor, o que queiras, pois o meu Amor és tu que o tens em Ti.

sexta-feira, abril 21, 2006

º 1 ano depois º

Acendo um cigarro.
Ocorre-me: - este tempo todo depois o que resta é um silêncio de mortos.
Se mo dissessem antes não acreditaria. Lamento no entanto verificar o naif que é acreditar-se que o afecto generoso, despretensioso, que vale por si só e nada mais espera foi, por si só, inútil.
Triste...

quinta-feira, abril 20, 2006

º O teu amor morreu º

E um dia aquele mar pára. De te puxar, de te morder, de te matar.
Pára. Sim, assim, e é só isso.
Começa a tecer-se na areia da praia uma veia fina de espuma seca. Seca, sim, que o mar (aquele que parou) já não vem humedecer o teu chão de areia fina e pedaços de concha e algas e sal.
Sabes então que o teu amor morreu. E já não sentes dor. E pensas que um dia, já o sabias, aquele mar ia parar de lamber a areia, de te puxar, de te morder. Matou-te e tu morreste e ele também. Como o disparo áspero de uma bala que só pára no corpo mole da sua vitima.
E um dia aquele mar parou. E tu nem sabes quando te deste conta que ele já não te puxa, já não te morde, e tu só morres uma vez. E por isso mais vez nenhuma pelo mesmo mar.
Sabes então que o mar parou e o teu amor morreu e que tu já não sabias que esse mar um dia secava para deixar a tua areia salgada secar também.