quinta-feira, fevereiro 02, 2006

º Menina de sal º

Ondulas o corpo pelo espaço como se o tempo não passa-se por ti. Na pele, o mapa traçado de noites em claro, noites bebidas em drogas e alcoól, a leve insónia do prazer. Troças do mundo e das coisas com a mesma subtileza com que te amarras ao chão. Não sentes os anos que correm através de ti como se não desses por eles. Menina de sal, de tempestades e dias chuvosos, graníticos. Tens as mãos arranhadas pela vida mas não esgotadas. Trazes contigo a memória de dias de sol, viagens longas, troços curtos percorridos a pé. Menina de sal, de naus e telas e asfalto quente. Ondulas o teu corpo pelo espaço como se troçasses da dura inevitabilidade das horas.

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