terça-feira, dezembro 20, 2005

º Um quarto que seja meu º

Vou enfeitar a casa de flores. deitar uma manta sobre o sofá.
Vou trazer pão e café e deixá-los sobre a mesa.
É esta a velha forma de me despedir, sem raivas.
Vou pousar a minha chave sobre a mesa, abrir a porta, acariciar o gato, sair.
Vou de novo à procura da minha porção maior, a menina de sorriso quente e ilusões azuis e cintilantes presas aos cabelos.
Vou trazer flores e pão e café e uma manta quente, para ti e sair.
Não me armes grades, é sem raivas que sei que nada mais me prende aqui.
Vou procurar um quarto que seja meu, enfim.

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