sábado, dezembro 31, 2005

FUCK 2005

quinta-feira, dezembro 29, 2005

º Introspecção - extrospecção º

[...]
e vejo nela uma beleza singela
qualquer coisa de belo
mas que é uma como um livro
inanimado,
coisa hermética, fechada
daquelas que não transborda para nos morder
não nos oferta um sorriso mais dúbio
nem solta um silêncio no momento certo
[...]

domingo, dezembro 25, 2005

º Há dias.... º

... em que desaparecer seria uma dádiva.

quinta-feira, dezembro 22, 2005

º Deixar de fumar: o meu organismo º

Image hosted by Photobucket.com
O que ocorre ao organismo quando alguém pára de fumar:
- Após 20 minutos: a pressão arterial tende a voltar ao normal, a frequência do pulso volta ao normal, a temperatura das mãos e dos pés sobe para o normal.
- Após 8 horas: o nível de gás carbônico do sangue volta ao normal, o nível de oxigenação no sangue aumenta para o normal.
- Após 24 horas: diminuem os riscos de um ataque cardíaco.
- Após 48 horas: os nervos funcionam melhor, a pessoa começa a sentir melhor o cheiro e o gosto das coisas.
- Após 72 horas: os brônquios relaxam, tornando a respiração mais fácil; o pulmão funciona melhor.
- Após 2 semanas a 3 meses: a circulação do sangue aumenta; o caminhar torna-se mais fácil.
- De 1 a 9 meses: diminuição da tosse, da congestão nasal, do cansaço e da falta de ar; o movimento ciliar dos brônquios volta ao normal, limpando os pulmões e reduzindo os riscos de infecções respiratórias; aumento da capacidade física e da energia corporal.

º Deixar de fumar: a motivação ecológica º

Image hosted by Photobucket.com
- Para se fabricar apenas 300 cigarros, destrói-se uma árvore.
- No Brasil por exemplo, são consumidos anualmente 128 bilhões de cigarros, o que corresponde à destruição de 426 milhões de árvores.
- No fumo do cigarro são encontradas cerca de 4700 substâncias tóxicas diferentes, que poluem o ar e causam doenças mesmo nos não fumadores.
- A Organização Mundial de Saúde considera o tabaco o maior agente de poluição doméstica ambiental do mundo.

Deixar de fumar: a motivação estatística º

Image hosted by Photobucket.com
- Cigarro, charutos e cachimbos causam mais mortes prematuras do que a soma das mortes provocadas por SIDA, cocaína, heroína, álcool, acidentes de trânsito, incêndios e suicídios.
- Um terço das mortes por cancro são ocasionadas pelo uso de cigarros.
- A grande maioria dos ex-fumadores (95%) deixou de fumar por auto-decisão.

º Deixar de fumar: o 42º dia - a fase ciêntifica º

Há dias em que é difícil não pensar em fumar. Por isso, hoje resolvi fazer uma terapia ciêntifica e procurar na internet informação sobre tabagismo. Eis os resultados:
- Um fumar frequente sofre de...
Mau hálito
Vestes e cabelos impregnados pelo odor do fumo
Dentes escuros
Dores de garganta
Tosse Infecções respiratórias freqüentes
Falta de ar
Mau desempenho nas actividades desportivas
Perda da independência - "ser controlado pelo cigarro"
Risco duplicado de doença cardíaca
Seis vezes maior o risco de enfisema pulmonar
Dez vezes maior o risco de cancro de pulmão
Esperança de vida encurtada de cinco a oito anos
Despesas aumentadas com cigarros
Respiração difícil
Envelhecimento precoce, com aparecimento de rugas
Infecções das vias aéreas superiores e inferiores
Dispnéia (falta de ar)
Úlceras do trato digestivo Angina (dor no peito)
Claudicação (dificuldade para caminhar por dor nas pernas)
Osteoporose (ossos mais frágeis e mais propensos a fraturas)
Esofagite
Impotência sexual
.... Surpreendid@? Eu fiquei. Bolas...

quarta-feira, dezembro 21, 2005

º Esta guerra º

De quem é esta guerra? Campos de ira frios como o corpo inanimado do soldado que caiu, perdido numa guerra importada por outrém.
De quem é esta guerra sem projécteis de metal, nem fumo nem poeira do chão levantada pelo estrondo da luta?
É esta a tua guerra, invisível de visões étereas e insónia que alastram nos lábios cortados, meus, de mais ninguém.
É esta a tua guerra, mão gelada sobre a minha fronte, sitio onde o mundo é um imaculado engano e de passo em passo se tropeça.
Arde fundo nos meus ombros, como vidro incandescente, o teu cálice envenenado.
Tenho toda a histeria de um animal ferido no meio da batalha virada para dentro, para as veias, para os músculos, para os tendões, para o ventre.
De quem é esta guerra que afunila os dias?
Escuta, de quem é esta guerra em que as palavras são pedras de arremesso?

terça-feira, dezembro 20, 2005

º Um quarto que seja meu º

Vou enfeitar a casa de flores. deitar uma manta sobre o sofá.
Vou trazer pão e café e deixá-los sobre a mesa.
É esta a velha forma de me despedir, sem raivas.
Vou pousar a minha chave sobre a mesa, abrir a porta, acariciar o gato, sair.
Vou de novo à procura da minha porção maior, a menina de sorriso quente e ilusões azuis e cintilantes presas aos cabelos.
Vou trazer flores e pão e café e uma manta quente, para ti e sair.
Não me armes grades, é sem raivas que sei que nada mais me prende aqui.
Vou procurar um quarto que seja meu, enfim.

sexta-feira, dezembro 16, 2005

º A inquebrável máscara da vaidade º

Segura as minhas mãos.
Corta-te na mágoa acetinada da minha pele a cuspir tragos longos de melancolia.
A dor desfaz a inquebrável máscara da vaidade como uma pedra de chumbo desfaz uma fina lâmina de cristal.
A dor desfaz-te os ossos, liquidifica-te o peito, enrigesse as tuas mãos, seca os teus lábios, mata-te o desejo como mata um náufrago perdido à noite no mar.
Desfaço-me na minha dor, estrangeira, desconhecida.
Desfaz-te nas minhas mãos, desfaz-te.

terça-feira, dezembro 13, 2005

º Para doer mais º

Image hosted by Photobucket.com
Já não sei quando foi que deixei de esperar que o tempo parasse feito numa bola de fogo vermelha, incandescente a descer pelo teu olhar adentro como uma língua enorme e intrusa que se enrola à volta dos corpos como uma corda de pontas de aço afiado que tu teces com a velocidade de uma fera que persegue a presa no momento do embate em que a morte ou a vida é uma fagulha fina como uma lâmina de desfazer ilusões até tudo se embrulhar como um grande mercado ao domingo sem sinalização de entrada ou saída nem portas nem ordem nem nada.
È nas minhas maõs agora dançantes e breves que revolvo o espaço brilhante como tinta de verniz lascada pelas colisões dos astros e dos pós das estrelas que não vejo à noite com meus olhos vadiando pela pele de um outro corpo que se fez diferente em grossas golfadas de ar aspirando e expirando todo o volume de uma guerra que ninguém quer e que ninguém trava com um punho duro e certeiro sobre o cais onde desaguam as minhas lágrimas que não são nem de pranto nem de contentamento são apenas as tuas as minhas e as de toda a gente assim perdida e lançada para este poço tubular onde o príncipio e o fim se confudem para doer mais. Mais.

º Novo ciclo, renovada paixão: o Eu e o Reiki º

Image hosted by Photobucket.com
Para quem não sabe, o Reiki é uma técnica japonesa de redução do stress, relaxamento e cura natural através da imposição das mãos como veiculo de canalização de energia. "Rei" significa universal e "ki" energia vital.
Reconhecido desde 1962 pela Organização Mundial de Saúde como prática terapêutica, foi desenvolvido por Mikao Usui durante o século XIX. O Reiki é também um instrumento para o desenvolvimento pessoal e espiritual , das qualidades pessoais, talentos e ambições, aproximando-nos do conhecimento do nosso corpo, intelecto e capacidades físicas, mentais, emocionais e espirituais. Técnicamente falando o Reiki pode ser considerado como um dos muitos métodos e sistemas que fazem parte da família Qigong, usados para activar, harmonizar e (re)ligar-nos à energia vital universal. Parece ter tido as suas raízes no Shintoísmo e Budismo, mas difere das práticas correntes comuns num ponto fundamental: A Energia é transferida ou colocada à disposição do estudante mediante uma iniciação (sintonização) feita por um Mestre habilitado.
Eu fiz a minha iniciação com 17 anos e fui praticante sensivelmente até aos 19. Depois desliguei-me da prática por falta de disponibilidade pessoal. Volto agora às raízes do meu lado mais leve, intimista e espiritual.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

º Novo ciclo, novas paixões : aulas de saxofone º

Image hosted by Photobucket.com
A minha nova paixão é um saxofone alto. Não, não é um tenor como o do Stan Getz.
Jazz me baby, jazz me...

sexta-feira, dezembro 09, 2005

"Wie zijn ziel volgt, wacht grote ontmoetingen.
Qui suit son âme, rencontre son coeur.*

(*QUEM SEGUE A SUA VONTADE, REENCONTRA O CORAÇÃO.)

Bruxelas, Junho de 2005

º Cómica triste de lágrima por baixo do véu º

Não tenho palavras para ti, nem gestos, nem flores. Também não tenho a ambivalência vagarosa de quem não sabe se fica se parte.
Tenho a minha língua presa, entalada contra o céu da boca, com força para não se soltar. Tenho toda a paciência de um velho que espera o fim do dia no banco do jardim.
Mas não tenho vontade de me sentar contigo e ver a tua plácida destruição, capricho ou fatalidade ou desprazer de viver, não sei.
Tenho ouvidos para te ouvir dizer que pouco sabes de mim. Ensaias desconhecer até o que efectivamente sabes, perguntas distraidamente como vai o tempo por aí, por ali, palmada nas costas, surpreendes-te com mais um dia perdido. Fazes de conta que estás mais distante do que na verdade estás. Cómica triste de lágrima por baixo do véu. Porque o fazes não sei, talvez seja apenas o produto directo de uma divisão de qualquer coisa, outra vez a matemática ilógica do coração que me segue pelo caminho fora.
Para ti.

º Deixar de fumar: o 31º dia º

Quanto vale a persistência?

segunda-feira, dezembro 05, 2005

º Gottfried Helnwein º

Image hosted by Photobucket.com

"Kuss", 2004, fotografia digital

º Mark Rothko º

Image hosted by Photobucket.com

"Blue and Grey"

sábado, dezembro 03, 2005

º Deixar de fumar: o 23º dia º

IIIII IIIII IIIII IIIII III
É díficil domesticar o vício que já nos domesticou a nós. Sou persistente. Inventei mil artifícios de ocupar as mãos. Vou continuar a fazé-lo até me esquecer da razão pelo qual o faço.

º Para quê? º

Image hosted by Photobucket.com

quinta-feira, dezembro 01, 2005

º O lado oculto do medo º

É através do teu rosto de pedra que perscruto o lado oculto do medo.
Vem, atravessa-te no meu caminho de solidão em punho, ergue-a contra mim como quem ergue a arma de um carrasco.
É através da tua voz que ouço o silvo da falsa consciência, madrasta de uma guerra que sempre deprezei.
Vem, esmaga-te contra mim, parte-te desfaz-te esmigalha-te em cacos como desejas.
Vem, não te prendas.
É através da fria mão estendida que abres o cadafalso em que engoles teias finas de sentidos alheios. Pouco tens que seja teu.
Vem, desafia-me provoca-me enfrenta-me sem essa falsa nobreza que agitas como bandeira à frente dos outros para que pareça real. Eu não sou os outros.
É através do teu rosto que vejo a fraude dos teus próprios sentimentos, hás-de seguir remexendo-lhes às escondidas para que possas enganar-te melhor.
Vem e faremos um recontro sangrento de despojos e cacos e farrapos e cadáveres e temores inanimados como eram os teus pesadelos assustadores de criança.
Vem dilacerar-me se te liberta, ou abraçar-me se te liberta, só não me atinjas mais com o nó das tuas mãos vazias, que essas não foram feitas para as minhas.