quarta-feira, novembro 16, 2005

º Absurdo º

Fascínio pelo absurdo. Vai e vem devagar. Não há nada na rigidez do meu rosto que me denuncie. Só um certo pousar errante, um micro segundo mais longo, no objecto do desejo me denunciaria houvesse quem o conseguisse distinguir do meio do caos dos meus olhos.
Não tenho pressa. Quero sentir o embate a chegar, a instalar-se e a alastrar por baixo da pele.
Não espero nada. Tenho na espinha as marcas duras das minhas próprias fantasias.
Não quero saber se vai doer ou aconchegar, quero apenas que se entranhe em mim.
Não quero fazer perguntas. Quero só ficar em silêncio, fazer-me entender assim sem palavras.
Não tenho pressa do fascínio pelos versos absurdos que repousam nos meus lábios que se fazem arder, outra vez.

1 comentário:

Oscar disse...

É para deixar o meu beijo, o meu abraço e a minha admiração por ti. E porque sei que hoje é também um dia especial para ti. Não sou talentoso para os elogios, mas queria simplesmente dizer: "continua, que o teu caminho também passa por aqui".

Love,