sexta-feira, setembro 16, 2005

º Rainha de espadas, rainha de copas º

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ela disse: o teu corpo cheira a àgua salgada. Tens na superfície da pele os traços invisíveis de mares inteiros que bebeste.
eu disse: do meio de um baralho de cartas tiro a rainha de espadas. A ponta de sua lâmina é de dois gumes, rasga assim as noites claras das marés.
ela disse: o teu corpo é feito de àgua salgada, trazes na pele os estilhaços minúsculos e precisos da lâmina contra as rochas com as quais embateste.
eu disse: do meio de um baralho de cartas tiro a rainha de copas. O vermelho de seus lábios é rubro e doce como o sangue que espalha impiedosa pelo mar. Salgado.

2 comentários:

Anónimo disse...

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Oscar disse...

E a vida é esse jogo de cartas, imponderável. As cartas podem ser a da rainha de copas ou ainda a do marinheiro afogado: e a nós, Amiga, só nos resta o gesto da espera daquela carta capital.