sábado, agosto 06, 2005

º Odeias-me? º

Pára de me quereres ensinar como me sinto e deixa-me ficar sozinha. Já me basta a ressaca e a dor nos pulmões.
Pára de me quereres consertar, eu não estou avariada. Estou em modo stand-by como aqueles electrodomésticos que se vendem em lojas com promoções e cartazes muitos, vermelhos e amarelos e letras gordas.
Pára de me tentar interpretar, de calcular a raiz do meu problema por números e lógicas matemáticas que me são estranhas. O meu coração multiplicou-se ao expoente da loucura há já muito tempo.
Aprendi a ler-te nas entrelinhas, e tu sabes que eu sei bem que tu não quisseste foi um amor díficil.
Se não fosse tão gentil certamente teria experimentado provocar voluntariamente o teu próprio caos. Só um bocadinho, para não doer muito. Só o suficiente.
Odeias-me porque não te pertenço?
Odeias-te porque não te pertenço?
Odeias-me, odeias-te?
Odeias?
Se sim, deixa-te disso. Estás a perder o teu tempo.

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