domingo, junho 12, 2005

º Diários anónimos 02 º

"Quatro partes de tempo, um espaço exíguo entre cada palavra.
Nunca me canso destas mesas e cadeiras de madeira, das pedras do lancil, das janelas, do aroma do café pela sala fora.
Olho para trás com melancolia. Um espaço enorme no teu lugar. Nunca estarás realmente aqui ou em lado algum.
Já não te quero, que mais posso dizer? Restou em mim aquela dor fora das palavras.
Desaprendeste a partilhar e a amar pela singeleza. Tenho a tua amargura em mim, carrego-a como um peso a arder às costas."
Fevereiro 2005

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