sábado, junho 18, 2005

º Caleidoscópio º

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Hoje experimento daqueles dias feitos da massa do tempo. Denso, duro. Duro.
Aqueles dias feitos de esferas e bolhas de sabão, a flutuar ao acaso.
Feitos de ampulhetas que ferem o olhar, que se misturam num ápice, rápidos demais para serem compreendidos.
Hoje experimento aquele sentimento sem nome.
Sem nome é o que me aperta o peito, o estomâgo, as costas, os braços e o rosto.
Sem nome são os meus poros hoje, a minha pele, e os meus lábios.
Sem nome fica hoje o meu sangue, o ar, e as pontas dos meus dedos.
As minhas mãos sem nome.
O meu corpo sem nome.
A minha vida sem nome.
O tempo sem nome.
O espaço sem nome.
As feridas sem nome.
A minha identidade estilhaçada como que vista através de um enorme caleidoscópio sem nome.

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