domingo, junho 26, 2005

11:33

sexta-feira, junho 24, 2005

º PAF! º

Hoje quando dei por mim, de repente como que de surpresa, levei um estalo daqueles que vão direitinhos à alma e a deixam dorida. Um estalo daqueles que são dados por uma mão invisível, que vêm não sabemos de onde e nos deixam na mais profunda tristeza.
Apetece-me sair de mim, dói-me o corpo de tanta melancolia.

quarta-feira, junho 22, 2005

º Devaneios de uma noite de Verão no Clube dos loucos e sonhadores º

Uma noite quente de verão, eu, o Arimatheia e a Ângela. Sentados à mesa. Uma água tónica, uma imperial, um café para mim. Com canela, claro. Gosto de roer os paus de canela e ficar com aquele sabor na boca.
Quando tod@s estamos aluados saem coisas belas das nossas conversas. Ora aqui estão alguns belos devaneios que não pude deixar de apontar no meu Moleskine para mais tarde recordar.
- " A prova da existência de Deus são aquelas pessoas irritantes, maçadoras, insistentes, que parecem que foram feitas para nos azucrinarem a cabeça. Só Deus para criar coisas assim." autoria de Arimatheia
- "Deus escreve torto por linhas direitas." autoria de môi même que o Arimatheia complementa em grande:
-"O Diabo tem uma caligrafia perfeita!"
"Os homens não mudam, especializam-se." da autoria de Arimatheia
A sessão de copos acabou com uma tertúlia de humor negro que vou censurar para não ferir susceptibilidades, e porque só tinha piada mesmo dentro do contexto.
Descobri ainda uma paixão em comum com Arimatheia: A literatura de Al Berto.
E percebi que não sou o único serzinho no mundo que acredita que existe uma tristeza positiva, que é sentida mas que apesar de tudo tem o seu lado leve que lhe dá sentido e que faz com que nos sintamos vivos de acordados para a vida de vez em quando.
Um grande agradecimento à loucura de Arimatheia, à minha alienação e às gargalhadas da Ângela e ao charro que eu ela fumamos antes. Sem nós nada disto teria sido possível.

segunda-feira, junho 20, 2005

º Explodir º

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AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!!!

º Implodir º

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(...........................................................)

sábado, junho 18, 2005

º Caleidoscópio º

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Hoje experimento daqueles dias feitos da massa do tempo. Denso, duro. Duro.
Aqueles dias feitos de esferas e bolhas de sabão, a flutuar ao acaso.
Feitos de ampulhetas que ferem o olhar, que se misturam num ápice, rápidos demais para serem compreendidos.
Hoje experimento aquele sentimento sem nome.
Sem nome é o que me aperta o peito, o estomâgo, as costas, os braços e o rosto.
Sem nome são os meus poros hoje, a minha pele, e os meus lábios.
Sem nome fica hoje o meu sangue, o ar, e as pontas dos meus dedos.
As minhas mãos sem nome.
O meu corpo sem nome.
A minha vida sem nome.
O tempo sem nome.
O espaço sem nome.
As feridas sem nome.
A minha identidade estilhaçada como que vista através de um enorme caleidoscópio sem nome.

quinta-feira, junho 16, 2005

º Que se dane º

Que se danem as minhoquinhas, as confusões, as questões desnecessárias, as controlices, as gabarolices, as parvoices, os medos, o bom senso e o bom gosto, as complicações e descomplicações, as dúvidas, as defesas, as incertezas e as certezas.
Que se dane o Bem e o Mal, que se dane Deus e os santinhos todos, os supostos e pressupostos, os iluminados e os ajuizados, os virtuosos e os bem-aventurados.
Que se danem as jaulas, as máscaras, os panos, os planos e os soberanos.
Que se danem as tretas e porras demais.
Eu quero é viver. Hoje.

segunda-feira, junho 13, 2005

º Gosto... º

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De me enroscar nas pessoas que gosto.

º Gosto... º

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Do contentamento simples das crianças.

º Gosto... º

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De ler livros para crianças.

º Gosto... º

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Do cheiro aromárico do café espalhado pelo espaço.

domingo, junho 12, 2005

º Diários anónimos 02 º

"Quatro partes de tempo, um espaço exíguo entre cada palavra.
Nunca me canso destas mesas e cadeiras de madeira, das pedras do lancil, das janelas, do aroma do café pela sala fora.
Olho para trás com melancolia. Um espaço enorme no teu lugar. Nunca estarás realmente aqui ou em lado algum.
Já não te quero, que mais posso dizer? Restou em mim aquela dor fora das palavras.
Desaprendeste a partilhar e a amar pela singeleza. Tenho a tua amargura em mim, carrego-a como um peso a arder às costas."
Fevereiro 2005

º Ensaio sobre a ambivalência º

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"Não te quero dizer o que te quero dizer.
Não te quero dizer o que te quero.
Não te quero dizer o que.
Não te quero dizer.
Não te quero.
Não.
Quero dizer o que não te quero dizer.
Quero dizer o que não te quero.
Quero dizer o que.
Quero dizer.
Quero."
V. Violante, Dezembro de 2000

º Sensual é... º

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Fumar devagarinho, com prazer, em silêncio.

º Sensual é... º

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A paixão ritmada do Tango argentino.

º Sensual é... º

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Um beijo dado com aquela vontade...

sábado, junho 11, 2005

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"Inject your soul with liberty, It's free, it's free."

Cranberries

sexta-feira, junho 10, 2005

º Beyond Good and Evil º

"What is done out of love always takes place beyond good and evil."
Friedrich Nietzsche, Beyond Good and Evil, Aphorism
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Um só passo. Para a frente ou para trás.

º À parte disso º

"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."


Fernando Pessoa - Tabacaria

º Escrevo sem querer pensar º

"Como todos os grandes apaixonados, gosto da delícia da perda de mim, em que o gozo da entrega se sofre inteiramente. E, assim, muitas vezes, escrevo sem querer pensar, num devaneio externo, deixando que as palavras me façam festas, criança menina ao colo delas. São frases sem sentido, decorrendo mórbidas, numa fluidez de água sentida, esquecer-se de ribeiro em que as ondas se misturam e indefinem, tornando-se sempre outras, sucedendo a si mesmas. Assim as ideias, as imagens, trémulas de expressão, passam por mim em cortejos sonoros de sedas esbatidas, onde um luar de ideia bruxuleia, malhado e confuso."
Fernado Pessoa

terça-feira, junho 07, 2005

º Rainha de copas º

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Atravessa-me como uma bala.

º Metrónomo de corda º

Apanho o cacilheiro no cais. Há o som da música a roer o pano das colunas, uma música que ninguém escuta. Foi feita para gente de retina apagada, de olheiras e sapatos coçados. Gente que nunca repara no chão mais gasto aqui que ali. Gente que viajou uma vida inteira e nunca saberá dizer de que cor era o assento onde gastou os ossos.
Nos bolsos da minhas calças tenho nódoas imperceptíveis de sal, de chumbo, de dióxido de carbono, de pólens e gordura de guardanapos e lenços. Há espelhos pequenos como gotículas nas vidraças. Tenho aquela sensação que vez alguma foram limpas, feitas também para a indiferença dos outros.
Uma menininha negra de caracóis luminosos observa-me com dois olhos como balas. Têm uns botins vermelhos e uma expressão metálica. Na mão segura com firmeza um pássaro feito de papel e lápis de cera.
A imagem do barco fica-me impressa no rosto como um postal daqueles que se enviam por amor.
No momento preciso, o portão cai. O barco atracou ao compasso rigoroso de um metrónomo de corda. As pessoas saltam para a plataforma do mar para terra. Movimentam-se rápida e desajeitadamente, mas com incrível precisão. Não se tocam, ondulam como um gigantesco cardume colorido de ganga e cabedal, de lâ e flanela e algodão.
Está a chover.
O inverno insiste em não abandonar os céus.
V. Violante, Março de 2005

sábado, junho 04, 2005

º Felicidade é... V º

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Jogar Mikado estendida no chão da sala.

º Felicidade é... IV º

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O vento de inverno a soprar quando estamos agasalhados.

º Felicidade é... III º

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As minhas meias às riscas coloridas com dedinhos.

sexta-feira, junho 03, 2005

º Felicidade é... II º

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Sentar-me a comtemplar o mar.

º Felicidade é... º

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Um sorriso a qualquer hora do dia.

quinta-feira, junho 02, 2005

º Walk Over It º

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quarta-feira, junho 01, 2005

º Luz no escuro º

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Mordo os lábios devagar para os esvaziar
Deste sabor rugoso de sangue
Um som rubro e forte
Que me imprimiu a ferros
Na pele os traços imaginários
Densos e duros de uma lâmina de dois gomes
Assim dói e
Esmaga a dormência de uma luz no escuro